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Este blog foi desenvolvido para o trabalho da disciplina de Geografia e áreas afins com estudantes do Ensino Básico. Caso necessite de algum gabarito ou outras informações, o e-mail é sergiogta2007@hotmail.com

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terça-feira, 6 de maio de 2014

Projeto de Trabalho e Pesquisa
Tema

Historiografia de Guarantã do Norte – Mato Grosso

Subtemas

 Levantamento dos dados estatísticos dos bairros Aeroporto, Cotrel, Jardim Vitória, Santa Marta, Araguaia, etc.
História de vida dos primeiros moradores.

Objetivos

 Desenvolver no aluno o caráter investigativo, motivando-o a prática da iniciação científica proporcionando capacidades e habilidades de gerar conhecimento e agregar valores ao processo aprendizagem.
Conhecer a geografiae a históriado município, através de uma minuciosa pesquisa de campo.

Habilidades e Competências:

Competencia 01 – Compreender os elementos culturais que constituem as identidades.
Habilidades para essa competência:
·         Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura.
·         Analisar a produção da memoria pelas sociedades humanas.
·         Associar as manifestações culturais do presente aos seus processos históricos.
·         Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.
·         Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades.
Competência 02 – compreender as transformações dos espaços geográficos como produto das relações socioeconômicas e culturais de poder.
Habilidades para essa competência:
·         Interpretar diferentes representações gráficas e cartográficas dos espaços geográficos.
·         Identificar os significados histórico-geográficos das relações de poder entre as nações.
·         Analisar a ação dos estados nacionais no que se refere a dinâmica dos fluxos populacionais e no enfrentamento de problemas de ordem econômico-social.
·         Comparar o significado histórico-geográfico das organizações políticas e socioeconômicas em escala local, regional ou mundial.
·         Reconhecer a dinâmica da organização dos movimentos sociais e a importância da participação da coletividade na transformação da realidade histórico-geográfica.
Competência 03 – Utilizar os conhecimentos históricos para compreender e valorizar os fundamentos da cidadania e da democracia, favorecendo uma atuação consciente do individuo na sociedade.
Habilidades para essa competência:
·         Identificar o papel dos mios de comunicação na construção da vida social.
·         Analisar as lutas sociais e conquistas obtidas no que se refere as mudanças nas legislações ou nas políticas públicas.
·         Analisar a importância dos valores éticos na estruturação politica das sociedades.
·         Relacionar cidadania e democracia na organização das sociedades.
·         Identificar estratégias que promovam formas de inclusão social.

Procedimentos Metodológicos

Elaboração do projeto de pesquisa.
Pesquisa bibliográfica
Entrevistas e aplicação de questionários.
Levantamento de material documental.
Tabulação dos dados e elaboração dos gráficos.
Analise e transcrição das entrevistas.
Elaboração de um mural
Apresentação final.

Cronograma

Maio – Elaboração do projeto e distribuição dos grupos e temas;
Junho –
Julho – Levantamento bibliográfico e documental, elaboração e aplicação dos questionários e entrevistas.
Agosto -Apresentação de relatório parcial e revisão.
Setembro – tabulação de dados e transcrição das entrevistas.
Outubro – elaboração do texto final.
Novembro – elaboração do mural e apresentação.

Avaliação


Será processual através da quantificação e qualificação do material do relatório parcial e da revisão no 3º Bimestre, concluindo com a elaboração do texto final, mural e apresentação no 4º Bimestre.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

capitalismo

Capitalismo (sérgio alberto pereira)
01) APESAR DO CRESCIMENTO, O _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ APRESENTAVA MUITOS PROBLEMAS NO INÍCIO DO SÉCULO XX. 
02) AS GRANDES _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ DIVIDIRAM O MUNDO EM METRÓPOLE E COLÔNIA. 
03) A CRISE DO CAPITALISMO DE 1929 É CHAMADA DE _ _ _ _ _ _ DEPRESSÃO. 
04) A PRINCIPAL FONTE DE _ _ _ _ _ _ _ DA SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL FOI O PETRÓLEO. 
05) O SURGIMENTO DA MÁQUINA A _ _ _ _ _ TORNOU-SE O SÍMBOLO DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. 
06) AS INDÚSTRIAS MAIS IMPORTANTES DA PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL FORAM A _ _ _ _ _ _ E A SIDERÚRGICA. 
07) NA CONFERÊNCIA DE _ _ _ _ _ _ _ WOODS FORAM CRIADOS O FMI E O BANCO MUNDIAL. 
08) OS ADEPTOS DO _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ OPÕEM-SE AO KEYNESIANISMO, POIS SÃO
CONTRÁRIOS À INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA 
09) A _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ DE UM POVO POR OUTRO SÃO CHAMADOS DE GENOCÍDIO E ETNOCÍDIO. 
10) _ _ _ _ MARX É CHAMADO DE "PAI DO SOCIALISMO CIENTÍFICO".
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Economia

ECONOMIA (SERGIO ALBERTO PEREIRA)
01) CARACTERIZOU-SE PELA CONQUISTA E OCUPAÇÃO DE VASTOS TERRITÓRIOS DA ÁFRICA, AMÉRICA E ÁSIA PELOS EUROPEUS QUE DELES EXTRAÍAM PRODUTOS VALIOSOS.
02) REUNIÃO ENTRE AS GRANDES POTÊNCIAS EUROPEIAS QUE DIVIDIRAM ENTRE SÍ
OS TERRITÓRIOS DA ÁFRICA E DA ÁSIA.
03) QUANDO UM GRUPO DE EMPRESAS DOMINAM O COMÉRCIO DE DETERMINADO
PRODUTO.
04) SURGIU NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XVIII, NO REINO UNIDO.
05) SEGUNDA FASE DO CAPITALISMO, EM QUE PREDOMINAM AS GRANDES INDÚSTRIAS.
06) TERCEIRA FASE DO CAPITALISMO, EM QUE PREDOMINAM OS OLIGOPÓLIOS E
MONOPÓLIOS.
07) SISTEMA SOCIAL E ECONÔMICO QUE TEM POR BASE O ACÚMULO DE CAPITAL. 08) PRIMEIRA FASE DO CAPITALISMO.
09) É UM ACORDO ENTRE EMPRESAS QUE ATUAM NUM MESMO RAMO DA ECONOMIA A FIM DE ELIMINAR A CONCORRÊNCIA.
10) PENSADOR ALEMÃO QUE É CHAMADO DE "PAI DO SOCIALISMO CIENTÍFICO".
11) QUANDO UMA ÚNICA EMPRESA DOMINA O COMÉRCIO DE DETERMINADO PRODUTO.
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

As transformações da geografia ao longo do tempo

A GEOGRAFIA AO LONGO DO TEMPO (SÉRGIO ALBERTO PEREIRA)
01) PERÍODO PRÉ-HISTÓRICO EM QUE O SER HUMANO PASSA A DOMINAR A TÉCNICA DE FUNDIÇÃO DE ALGUNS METAIS
02) PERÍODO DA PRÉ-HISTÓRIA EM QUE O SER HUMANO SE TORNOU SEDENTÁRIO E COMEÇOU A DOMINAR AS
TÉCNICAS DE AGRICULTURA E DOMESTICAÇÃO DE ANIMAIS.
03) PERÍODO DA PRÉ-HISTÓRIA EM QUE O HOMEM ERA
NÔMADE E VIVIA DA CAÇA, DA PESCA E DA COLETA.
04) PERÍODO QUE ANTECEDE A ESCRITA
05) É A QUALIDADE QUE TODOS OS HABITANTES DE UM PAÍS DEVERIAM TER, OU SEJA, SER AGENTE RESPONSÁVEL PELA CONSTRUÇÃO DE UM PAÍS, ASSEGURANDO SEUS DIREITOS E DEVERES.
06) CONJUNTO DE LEIS QUE REGEM UM PAÍS
07) CIÊNCIA QUE ESTUDA O PASSADO ATRAVÉS DOS UTENSÍLIOS E MARCAS DEIXADAS POR SERES VIVOS.
08) ATIVIDADE PELA QUAL O HOMEM TRANSFORMA A NATUREZA
09) CIÊNCIA QUE ESTUDA A NATUREZA, A SOCIEDADE E AS RELAÇÕES QUE ESTABELECEM ENTRE SÍ.
10) FEZ O PRIMEIRO RELATO DESCRITIVO DO BRASIL NO ANO DE 1500.
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Meio Rural

Questões de Vestibular sobre o Meio Rural
01-(UNICAMP)“A produção de grãos no Brasil na safra 2009/2010 será recorde (147,10 milhões de toneladas), superando em 8,8% o volume produzido na safra 2008/2009 (...). A área plantada na safra 2009/2010 é de 47,33 milhões de hectares, 0,7% menor que a cultivada na safra 2008/2009. (Jornal Brasil Econômico, 06 ago. O aumento de produção de grãos em área menor indica um aumento da produtividade, em função dos seguintes fatores:
a) uso de sementes geneticamente modificadas, baixa utilização de insumos agrícolas e de maquinário, mão de obra predominantemente assalariada e uso intensivo do solo.
b) uso de sementes de melhor qualidade, maior utilização de insumos agrícolas e de maquinário, mão de obra predominantemente assalariada e uso intensivo do solo.
c) uso de sementes de melhor qualidade, maior utilização de insumos agrícolas e de maquinário, mão de obra predominantemente familiar e uso extensivo do solo.
d) uso de sementes geneticamente modificadas, maior utilização de insumos agrícolas e de maquinário, mão de obra predominantemente familiar e uso intensivo do solo.
02 – IFG - A partir da segunda metade do século XX, vários países do mundo, inclusive o Brasil, implantaram um pacote de medidas que recebeu o nome de revolução verde.Assinale a alternativa que indica duas características desse momento.
a) Uso intensivo de agrotóxico; aplicação de adubos e fertilizantes.
b) Introdução de espécies vegetais nas florestas;uso de adubação orgânica.
c) Revitalização de biomas degradados; retorno da população urbana para o campo.
d) Surgimento de movimentos sociais no campo;aumento da produtividade e o fim da fome.
e) Uso de sementes selecionadas; uso de sementes transgênicas.
03- IFCE - O agronegócio, também conhecido por seu nome em inglês "agribusiness", cujas cadeias produtivas se baseiam na agricultura e na pecuária, apresenta um grande dinamismo econômico e pode fazer do Brasil um dos maiores produtores agropecuários do mundo.Com relação ao agronegócio é verdadeiro afirmar-se que:
A) a soja, cultivo mecanizado e irrigado, foi a primeira lavoura moderna a se desenvolver no território brasileiro, onde é cultivada, principalmente, em áreas de terrenos litorâneos planos e baixos e próximos de rios e açudes.
B) o agronegócio é o conjunto da cadeia produtiva ligado à agropecuária, incluindo todas as atividades de indústria e serviços de antes, durante e depois da produção. Essa cadeia movimenta a economia, ao empregar trabalhadores, gerar renda e pagar impostos.
C) a expansão do agronegócio, no Brasil, não provocou mudanças no campo, mas gerou riquezas e contribuiu para a desconcentração de rendas e terras. Essa expansão diminuiu, recentemente, o êxodo rural.
D) o café, a soja, o milho e a mandioca, juntamente com a pecuária, podem ser considerados as estrelas do agronegócio brasileiro. Esses produtos garantem um volume elevado na pauta de exportações no país.
E) a expansão monocultora de árvores como o eucalipto, o pínus e a acácia, também tem contribuído para a fortificação do agronegócio brasileiro, uma vez que está comprovado que essa expansão não causará consequências socioambientais.
04- CECIERJ - À época da colonização europeia na América, um sistema agrícola amplamente utilizado era baseado na grande propriedade monocultora, com produção de gêneros tropicais, voltada para a exportação. Esse sistema, na atualidade, persiste em países como Brasil, Colômbia, Costa do Marfim, Índia e Malásia, dentre outros. O sistema agrícola descrito acima refere-se à
A)Agricultura de subsistência.
B)Agricultura de jardinagem.
C)Plantation.
D)Agroecologia
05 - Os principais sistemas agrícolas mundiais são representados pela agricultura tinerante,plantation, agricultura de jardinagem e agricultura moderna.Com relação ao sistema de plantation, coloque V para a afirmativa verdadeira e F para afirmativa falsa.
( ) É um sistema típico dos países subdesenvolvidos, foi utilizado amplamente durante a colonização européia na América Latina.
( ) Caracteriza-se pelo uso de sementes selecionadas e uso intensivo de máquinas e técnicas modernas.
( ) É um sistema praticado em regiões que possuem escassez de espaço para o plantio.
( ) Caracteriza-se, atualmente, por compreender o minifúndio e a monocultura.
( ) Utiliza-se de mão-de-obra barata, numerosa e desqualificada e destina-se à exportação.
06- (Enem) A grande produção brasileira de soja, com expressiva participação na economia do país, vem avançando nas regiões do cerrado brasileiro. Esse tipo de produção demanda grandes extensões de terra, o que gera preocupação, sobretudo:
a) Econômica, porque desestimula a mecanização;
b) Social, pois provoca o fluxo migratório para o campo;
c) Climática, porque diminui a insolação na região;
d) Política, pois deixa de atender ao mercado externo;
e) Ambiental, porque reduz a biodiversidade regional;
07- Dos produtos agropecuários elencados abaixo,assinale aquele que não faz parte da pauta de exportações brasileiras:
a) Soja;
b) Café;
c) Laranja;
d) Trigo;
e) Carne;
08- (UFV-MG) “Tem muita gente sem terra, tem muita terra sem gente” (Cartaz do MST, inspirado nos versos de lavradores de Goiás). A luta pela terra no Brasil existe há décadas e já fez várias vítimas entre trabalhadores do campo, religiosos e outros. Entre os principais razões dos conflitos de terra no Brasil, pode-se citar:
a) A disputa pelas poucas áreas férteis em nosso território, típico de terras montanhosas.
b) A perda do valor da terra agrícola pelo crescimento da industrialização no nosso país.
c) A divisão excessiva da terra em pequenas propriedades, dificultando o aumento da produção.
d) A concentração da propriedade da terra nas mãos de poucos e a ausência de uma reforma agrária efetiva.
e) A utilização intensiva de mão de obra permanente, onerando o grande produtor rural.
09-Os itens referem-se a uma realidade regional brasileira em dois momentos distintos.
década de 50:

  • Agricultura de subsistência;
  • Terras férteis em poucas áreas;
  • Pecuária extensiva;
  • Pastos naturais;
  • Área sem futuro promissor;
  • (Adap. de Atlas do Brasil/IBGE, 1959).
    década de 90:
  • Existência de seis meses de seca, de abril a setembro;
  • 37% do bioma já perdeu sua cobertura primitiva;
  • Uso atual: extensas áreas de soja, milho, arros e pastagens;
  • (Adap. de Tarifa, 1994).
    a)ao Pampa gaúcho.
    b)ao Sertão nordestino.
    c)à Amazônia brasileira.
    d)à região do Pantanal.
    e)à região do Cerrado
    10- (UFRGS) O Estatuto da Terra, elaborado em 1964, criou a unidade de medida Módulo Rural. O imóvel rural com área superior a seiscentas vezes o módulo rural médio fixada para uma região denomina-se: a) Minifúndio;
    b) Latifúndio por dimensão;
    c) Latifúndio por exploração;
    d) Empresa rural;
    e) Latifúndio por especulação.

    terça-feira, 8 de outubro de 2013

    DISCURSO IMPACTANTE

    Em discurso em Frankfurt, escritor Luiz Ruffato associa Brasil a genocídio, impunidade e intolerância


    A abertura da participação brasileira na Feira do Livro de Frankfurt em 08 de outubro de 2013, foi marcada por um discurso forte do escritor Luiz Ruffato, no qual ele defendeu que o país nasceu sob a égide do genocídio, que a chamada democracia racial do país foi feita com estupros e que no Brasil reinam a impunidade e a intolerância.
    A fala do romancista, feita na sala principal do evento alemão, diante de 2.000 pessoas, entre eles lideranças políticas alemãs e o vice-presidente da República, Michel Temer, ressaltou ainda os 37 mil assassinatos anuais do país, os 550 mil presos e a alta taxa de analfabetismo.
    Antes de concluir, Ruffato disse que nos últimos anos o país vem vivendo alguns avanços e salientou o "poder transformador da literatura", exemplificando com sua trajetória: ele disse que é filho de uma lavadeira analfabeta e de um pipoqueiro semianalfabeto.
    Em discurso, de cerca de dez minutos, foi ovacionado e aplaudido de pé por alguns dos presentes, entre eles o diretor do Sesc-SP Danilo Santos Miranda e escritores brasileiros, como o romancista Paulo Lins e o poeta Age de Carvalho.

    *
    Leia a íntegra do discurso do escritor Luiz Ruffato na abertura da Feira do Livro de Frankfurt:

    "O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo, um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora? Para mim, escrever é compromisso. Não há como renunciar ao fato de habitar os limiares do século 21, de escrever em português, de viver em um território chamado Brasil. Fala-se em globalização, mas as fronteiras caíram para as mercadorias, não para o trânsito das pessoas. Proclamar nossa singularidade é uma forma de resistir à tentativa autoritária de aplainar as diferenças.
    O maior dilema do ser humano em todos os tempos tem sido exatamente esse, o de lidar com a dicotomia eu-outro. Porque, embora a afirmação de nossa subjetividade se verifique através do reconhecimento do outro --é a alteridade que nos confere o sentido de existir--, o outro é também aquele que pode nos aniquilar... E se a Humanidade se edifica neste movimento pendular entre agregação e dispersão, a história do Brasil vem sendo alicerçada quase que exclusivamente na negação explícita do outro, por meio da violência e da indiferença.
    Nascemos sob a égide do genocídio. Dos quatro milhões de índios que existiam em 1500, restam hoje cerca de 900 mil, parte deles vivendo em condições miseráveis em assentamentos de beira de estrada ou até mesmo em favelas nas grandes cidades. Avoca-se sempre, como signo da tolerância nacional, a chamada democracia racial brasileira, mito corrente de que não teria havido dizimação, mas assimilação dos autóctones. Esse eufemismo, no entanto, serve apenas para acobertar um fato indiscutível: se nossa população é mestiça, deve-se ao cruzamento de homens europeus com mulheres indígenas ou africanas - ou seja, a assimilação se deu através do estupro das nativas e negras pelos colonizadores brancos.
    Até meados do século 19, cinco milhões de africanos negros foram aprisionados e levados à força para o Brasil. Quando, em 1888, foi abolida a escravatura, não houve qualquer esforço no sentido de possibilitar condições dignas aos ex-cativos. Assim, até hoje, 125 anos depois, a grande maioria dos afrodescendentes continua confinada à base da pirâmide social: raramente são vistos entre médicos, dentistas, advogados, engenheiros, executivos, jornalistas, artistas plásticos, cineastas, escritores.
    Invisível, acuada por baixos salários e destituída das prerrogativas primárias da cidadania --moradia, transporte, lazer, educação e saúde de qualidade--, a maior parte dos brasileiros sempre foi peça descartável na engrenagem que movimenta a economia: 75% de toda a riqueza encontra-se nas mãos de 10% da população branca e apenas 46 mil pessoas possuem metade das terras do país. Historicamente habituados a termos apenas deveres, nunca direitos, sucumbimos numa estranha sensação de não pertencimento: no Brasil, o que é de todos não é de ninguém...
    Convivendo com uma terrível sensação de impunidade, já que a cadeia só funciona para quem não tem dinheiro para pagar bons advogados, a intolerância emerge. Aquele que, no desamparo de uma vida à margem, não tem o estatuto de ser humano reconhecido pela sociedade, reage com relação ao outro recusando-lhe também esse estatuto. Como não enxergamos o outro, o outro não nos vê. E assim acumulamos nossos ódios --o semelhante torna-se o inimigo.
    A taxa de homicídios no Brasil chega a 20 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes, o que equivale a 37 mil pessoas mortas por ano, número três vezes maior que a média mundial. E quem mais está exposto à violência não são os ricos que se enclausuram atrás dos muros altos de condomínios fechados, protegidos por cercas elétricas, segurança privada e vigilância eletrônica, mas os pobres confinados em favelas e bairros de periferia, à mercê de narcotraficantes e policiais corruptos.
    Machistas, ocupamos o vergonhoso sétimo lugar entre os países com maior número de vítimas de violência doméstica, com um saldo, na última década, de 45 mil mulheres assassinadas. Covardes, em 2012 acumulamos mais de 120 mil denúncias de maus-tratos contra crianças e adolescentes. E é sabido que, tanto em relação às mulheres quanto às crianças e adolescentes, esses números são sempre subestimados.
    Hipócritas, os casos de intolerância em relação à orientação sexual revelam, exemplarmente, a nossa natureza. O local onde se realiza a mais importante parada gay do mundo, que chega a reunir mais de três milhões de participantes, a Avenida Paulista, em São Paulo, é o mesmo que concentra o maior número de ataques homofóbicos da cidade.
    E aqui tocamos num ponto nevrálgico: não é coincidência que a população carcerária brasileira, cerca de 550 mil pessoas, seja formada primordialmente por jovens entre 18 e 34 anos, pobres, negros e com baixa instrução.
    O sistema de ensino vem sendo ao longo da história um dos mecanismos mais eficazes de manutenção do abismo entre ricos e pobres. Ocupamos os últimos lugares no ranking que avalia o desempenho escolar no mundo: cerca de 9% da população permanece analfabeta e 20% são classificados como analfabetos funcionais --ou seja, um em cada três brasileiros adultos não tem capacidade de ler e interpretar os textos mais simples.
    A perpetuação da ignorância como instrumento de dominação, marca registrada da elite que permaneceu no poder até muito recentemente, pode ser mensurada. O mercado editorial brasileiro movimenta anualmente em torno de 2,2 bilhões de dólares, sendo que 35% deste total representam compras pelo governo federal, destinadas a alimentar bibliotecas públicas e escolares. No entanto, continuamos lendo pouco, em média menos de quatro títulos por ano, e no país inteiro há somente uma livraria para cada 63 mil habitantes, ainda assim concentradas nas capitais e grandes cidades do interior.
    Mas, temos avançado.
    A maior vitória da minha geração foi o restabelecimento da democracia - são 28 anos ininterruptos, pouco, é verdade, mas trata-se do período mais extenso de vigência do estado de direito em toda a história do Brasil. Com a estabilidade política e econômica, vimos acumulando conquistas sociais desde o fim da ditadura militar, sendo a mais significativa, sem dúvida alguma, a expressiva diminuição da miséria: um número impressionante de 42 milhões de pessoas ascenderam socialmente na última década. Inegável, ainda, a importância da implementação de mecanismos de transferência de renda, como as bolsas-família, ou de inclusão, como as cotas raciais para ingresso nas universidades públicas.
    Infelizmente, no entanto, apesar de todos os esforços, é imenso o peso do nosso legado de 500 anos de desmandos. Continuamos a ser um país onde moradia, educação, saúde, cultura e lazer não são direitos de todos, mas privilégios de alguns. Em que a faculdade de ir e vir, a qualquer tempo e a qualquer hora, não pode ser exercida, porque faltam condições de segurança pública. Em que mesmo a necessidade de trabalhar, em troca de um salário mínimo equivalente a cerca de 300 dólares mensais, esbarra em dificuldades elementares como a falta de transporte adequado. Em que o respeito ao meio-ambiente inexiste. Em que nos acostumamos todos a burlar as leis.
    Nós somos um país paradoxal.
    Ora o Brasil surge como uma região exótica, de praias paradisíacas, florestas edênicas, carnaval, capoeira e futebol; ora como um lugar execrável, de violência urbana, exploração da prostituição infantil, desrespeito aos direitos humanos e desdém pela natureza. Ora festejado como um dos países mais bem preparados para ocupar o lugar de protagonista no mundo --amplos recursos naturais, agricultura, pecuária e indústria diversificadas, enorme potencial de crescimento de produção e consumo; ora destinado a um eterno papel acessório, de fornecedor de matéria-prima e produtos fabricados com mão de obra barata, por falta de competência para gerir a própria riqueza.
    Agora, somos a sétima economia do planeta. E permanecemos em terceiro lugar entre os mais desiguais entre todos...
    Volto, então, à pergunta inicial: o que significa habitar essa região situada na periferia do mundo, escrever em português para leitores quase inexistentes, lutar, enfim, todos os dias, para construir, em meio a adversidades, um sentido para a vida?
    Eu acredito, talvez até ingenuamente, no papel transformador da literatura. Filho de uma lavadeira analfabeta e um pipoqueiro semianalfabeto, eu mesmo pipoqueiro, caixeiro de botequim, balconista de armarinho, operário têxtil, torneiro-mecânico, gerente de lanchonete, tive meu destino modificado pelo contato, embora fortuito, com os livros. E se a leitura de um livro pode alterar o rumo da vida de uma pessoa, e sendo a sociedade feita de pessoas, então a literatura pode mudar a sociedade. Em nossos tempos, de exacerbado apego ao narcisismo e extremado culto ao individualismo, aquele que nos é estranho, e que por isso deveria nos despertar o fascínio pelo reconhecimento mútuo, mais que nunca tem sido visto como o que nos ameaça. Voltamos as costas ao outro --seja ele o imigrante, o pobre, o negro, o indígena, a mulher, o homossexual-- como tentativa de nos preservar, esquecendo que assim implodimos a nossa própria condição de existir. Sucumbimos à solidão e ao egoísmo e nos negamos a nós mesmos. Para me contrapor a isso escrevo: quero afetar o leitor, modificá-lo, para transformar o mundo. Trata-se de uma utopia, eu sei, mas me alimento de utopias. Porque penso que o destino último de todo ser humano deveria ser unicamente esse, o de alcançar a felicidade na Terra. Aqui e agora."


    Animação Soviética sobre a Guerra Fria

    Se preferir assistir pelo youtube o endereço está aqui embaixo. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=N4lZ0PGTpes